Cáceres (MT), 27 de julho de 2017

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Politica

07/07/2017 12:58 Lis Ramalho - Assessoria

Comissão aponta que falta de políticas públicas e regionalização são problemas que sufocam a capital

Um dos apontamentos feitos durante a visita técnica ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, nesta quinta (06), pelo presidente da Comissão de Saúde da Previdência e Assistência Social, da Assembleia Legislativa, deputado Dr. Leonardo (PSD) é a falta de políticas públicas para urgência e emergência, bem como na atenção básica.

Dr. Leonardo que foi presidente da CPI que investigou as Organizações Sociais de Saúde (OSS), desde a entrega do relatório no ano passado, vem destacando a necessidade de regionalizar e interiorizar a saúde pública.

Para ele, essa falta de logística é um dos fatores que sobrecarregam o Pronto Socorro da capital. Contudo, ele pondera que os atrasos nos repassem e a falta de recursos também são fatores que contribuem para a superlotação.

Médico por profissão, Dr. Leonardo já atou no Programa de Saúde da Família (PSF) e outras unidades hospitalares, como urgência e emergência e em sua época acadêmica, fez estágio no próprio Pronto Socorro da capital. Segundo o parlamentar, existe uma “cultura” hospitalocentrica na população que tudo se recorre aos hospitais. E o Pronto Socorro de Cuiabá por ter uma metodologia de “portas abertas” acaba atendendo situações que não são de sua finalidade.

“Primeiro, a população tem uma mentalidade hospitalocêntrica. Se a pessoa fica doente corre para o hospital. Isso causa um aumento incontrolado nos serviços. Segundo, o Pronto Socorro atende a todos que chegam, mesmo que não sejam situações de urgência e emergência. Então, desde o acidentado até a pessoal com mal estar, recorrem ao Pronto Socorro. Além do mais, tem os pacientes que vem do interior, pois as nossas unidades descentralizadas não têm estrutura de atendê-los e mandam para a capital. Precisamos regionalizar e interiorizar, eu venho falando isso desde a entrega do relatório da CPI das OSS. A distribuição dos hospitais regionais beneficiou uma região e desfavoreceu várias outras. Há regiões, por exemplo, que em uma extensão de mais de mil quilômetros, não tem nenhum hospital. Em compensação, há outra com quatro unidades. Não que essa região não mereça, mas temos que rever essa logística de distribuição para não penalizar a população de outras regiões. Precisamos de políticas públicas para a urgência e emergência e investir nos hospitais de pequeno porte, na assistência básica, fortalecendo o interior e dessa forma não precisaríamos sobrecarregar o Pronto Socorro”, destacou Dr. Leonardo.

Atualmente, o PSMC tem uma capacidade instalada de 248 leitos e capacidade operacional é de 328 leitos. Porém, diariamente, uma média de 100 pessoas recebe atendimento emergencial fora dos leitos, acomodadas em cadeiras ou macas hospitalares.

Esta é a segunda visita técnica da Comissão de Saúde da Assembleia. A primeira foi no Hospital de Atenção Psicossocial Adauto Botelho, aonde após a visita dos parlamentares e o relatório técnico apontando os problemas e propondo soluções, o governo do estado iniciou a reforma da unidade. “Este é o trabalho da Comissão, conhecer ‘in loco’ os problemas, apontar as falhas e propor medidas que contribuam para a melhoria. E assim faremos em todas as unidades hospitalares que a Comissão passar”, ressaltou.

Segundo o presidente, o cronograma será definido em conjunto com os demais deputados membros da Comissão, de acordo com a necessidade. Após encerrar a capital, a Comissão fará as visitas técnicas no interior.


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