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Terça-feira, 21 de Maio de 2019, 16h:04

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EM COMEMORAÇÃO

Exército inaugura "réplica" do Marco do Jauru

Em escala reduzida, a obra foi instalada no sítio original, às margens do Rio Jaurú. A Iniciativa contou com a parceria do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres.

Por: Joner Campos I Cáceres Notícias

Adilson Reis

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A "réplica" foi feita em metade da escala original com concreto armado e resina. O artista plástico cacerense Carlos Viana ajudou a produzir detalhes da miniatura, como as letras em baixo relevo e a finalização.

Em comemoração aos 80 anos do segundo Batalhão de Fronteira do exército em Cáceres o município ganhou um presente: Uma réplica em escala reduzida do Marco do Jaurú. A réplica foi inaugurada nesta segunda-feira (20) no mesmo local onde originariamente se encontrava o Marco do Jaurú, a 60km da zona urbana de Cáceres.

A iniciativa do exército contou com a parceria do Instituto Histórico e Geográfico de Cáceres, que ficou responsável pelo projeto da "réplica" assim como a disponibilização de pesquisa sobre o monumento histórico. Para o Presidente do Instituto, Adilson Reis, a ação tem um grande valor para Cáceres e para o Brasil. "Tem tudo pra ser um atrativo e potencializar o turismo na nossa região. Esse Marco é uma referência da expansão territorial da coroa portuguesa e parte importantíssima da história do Brasil", afirma Adilson Reis.

A "réplica" foi feita em metade da escala original com concreto armado e resina. O artista plástico cacerense Carlos Viana ajudou a produzir detalhes da miniatura, como as letras em baixo relevo e a finalização. "Pra mim é motivo de muito orgulho poder participar de um momento como esse e relembrando um marco tão importante da nossa história, que é o Marco do Jaurú.

O original feito em Lisboa, com pedra de lioz, foi trazido desmontado ao Brasil, sendo montado e plantado à margem do rio Jauru, em 18 de janeiro de 1754 pelo primeiro Governador e Capitão-General da Capitania de Mato Grosso, Dom Antônio Rolim de Moura Tavares. Mais tarde, em 1883, o monumento foi levado ao largo da Matriz, hoje praça Barão do Rio Branco.

A "réplica" se encontra ao lado de uma estrutura de madeira colocada à época das expedições pelo exército brasileiro. O sítio histórico, assim como o monumento, fazem referência ao tratado de Madrid estabelecido entre Portugal e Espanha no ano de 1750, com objetivo de delimitar os domínios de cada coroa sob suas colônias sul-americanas após o fracasso do Tratado de Tordesilhas (1494).