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Quinta-feira, 19 de Maio de 2022, 15h:09

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Tamanduá-Mirim faz “visita surpresa” a residência no centro de Cáceres

Por: Redação I João Arruda

Reprodução

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O ambientalista disse que ao ver o animal preso dentro de casa, optou por abrir o portão dos fundos e permitir que tamanduá mirim, saísse em direção um espaço verde que mantém ao lado de sua casa.

Um morador de Cáceres (210 km de Cuiabá) teve uma surpresa na madrugada desta quarta-feira (18.05), as câmeras de segurança da residência dele flagraram um tamanduá-bandeira, passeando dentro do imóvel.

O ambientalista Antonio Salvador da Silva, que mora na rua das Graúnas, na quadra do Hospital Regional região central de Cáceres, conta que a cidade tem poucos espaços verdes que sirvam de corredor de pequenos animais que vivem nas matas próximas da cidade, e por isso essas invasões acabam acontecendo.

O ambientalista disse que ao ver o animal preso dentro de casa, optou por abrir o portão dos fundos e permitir que tamanduá mirim, saísse em direção um espaço verde que mantém ao lado de sua casa, juntamente com seu sobrinho, o médico Roosevelt Castrillon. A área, em meio à região urbana densamente habitada, pertenceu ao engenheiro Arno Riedder (falecido recentemente), que mantinha ali um mini horto e habitat de pequenos animais.

Cáceres é a maior do pantanal do Mato-grossense, tem cerca de 100 mil habitantes e é cercada pelas Serras das Araras e Quilombo, e pelas áreas alagadas onde se inicia a planície pantaneira. Apesar de estar cercada por fauna e flora das mais ricas do mundo, a cidade nunca teve a preocupação de reservar áreas verdes entre os espaços habitados, daí as aparições de animais silvestres, como o registrado nesta madrugada.

Antonio Salvador, que foi gestor da Câmara Municipal de Cáceres, defendeu entre tantos projetos que a administração do município, adquirisse uma outra área – pertencente à família do advogado Jacques Souto Faria – para criar um parque ecológico, que servisse de abrigo aos pequenos e médios animais da fauna do município, evitando que eles interagissem com os humanos.

Cida Navarro

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Outra espécie foi flagrada na cidade Universitária da Unemat foi um Tamanduá-bandeira.

O Tamanduá-Mirim é um animal de porte médio, que atinge 77 centímetros de comprimento e até 7 quilos, nativo da mata atlântica brasileira. Suas patas tem unhas compridas que ajudam na escalada e para cavoucar ninhos de formigas e cupins, seus alimentos preferidos. O bicho é inofensivo. Não tem nenhum dente na boca, mas possui um focinho comprido com um linguarão enorme que o ajuda a desentocar os alimentos.

Quando se sente ameaçado o tamanduá fica em pé, abre o braços – para parecer mais perigoso -, e solta um odor desagradável que inibe o ataque de predadores. De hábitos noturnos, o bicho tem visão e audição pouco desenvolvidos, mas um olfato apuradíssimo.