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CIDADE

Sábado, 02 de Julho de 2022, 11h:51

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CULINÁRIA PANTANEIRA

Tradição pantaneira mantida em Cáceres

Por: João Arruda I Redação

Reprodução

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Archelau Batista Neto, anfitrião traz de longe o gosto, é descendente do saudoso Archelau Batista e sobrinho Licarion, tidos como maiores entusiastas (enquanto viveram) da Cavalhada e da cabeça de boi assada.

Uma das mais antigas tradições do Pantanal em Cáceres - 210 quilômetros a Oeste de Cuiabá-, a cabeça de res assada, é mantida na Princesinha do Paraguai. A iguaria remonta três séculos desde primeiros núcleos de povoação do Mato Grosso.

Cidades como Cáceres, Cuiabá, Poconé, Leverger, Livramento, Barão de Melgaço, Diamantino, Barra do Bugres e Vila Bela da Santíssima Trindade, ainda conservam o consumo da iguaria.

Numa das canções do rasqueado cuiabano a cabeça assada é imortalizada na amarração da rima " aiaia ...meu amor brigou comigo, eu não sei prá onde ela foi aiaia só sei que eu vou lá prá Guia comer cabeça de boi aiaia " o ritmo evoca trechos do cururu, na canção de Pescuma, Henrique e Claudinho, artistas expoentes da música raiz de Mato Grosso.

Na cidade fronteiriça apontada ao lado de Poconé como uma das guardiãs dos costumes pantaneiros, mensalmente amigos do Kelão se reúnem para confraternização e o ponto alto é exatamente o consumo da cabeça assada.

O oficial da Marinha do Brasil Stanislaw Geraldo de Carvalho, carioca de berço passou uma temporada em serviço na cidade mato-grossense, se surpreendeu com a tradição. " Eu não nunca havia experimentado, algo muito bom, passei a gostar dessa iguaria pantaneira " revelou.

Mineiro também militar Roberto Medeiros, é outro que passou a apreciar a cabeça assada.  Tanto quê seu filho Guilherme, manifestava desejo de comer a cabeça de boi.

Archelau Batista Neto, anfitrião traz de longe o gosto, é descendente do saudoso Archelau Batista e sobrinho Licarion, tidos como maiores entusiastas (enquanto viveram) da Cavalhada e da cabeça de boi assada.

Ellier Faria e o cuiabano Milton César Santana, são os organizadores da confraria, já cultivavam o hábito desde Cuiabá, fixando residências na cidade pantaneira, reforçaram a tradição.