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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2020, 00h:51

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HISTÓRIA

Tratado de Madri completa 270 anos e Marco do Jauru resiste ao tempo

Por: Redação

Ronivon Barros

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Em fevereiro de 1883, por determinação do então Tenente-Coronel Antônio Maria Coelho, o marco foi levado para o Largo da Matriz, hoje Praça Barão do Rio Branco, em frente à Catedral de São Luís, no município de Cáceres.

No dia 13 de janeiro de 1750, Portugal e Espanha firmaram um acordo que definia os limites das suas colônias na América do Sul. O acordo, que ficou conhecido como Tratado de Madri, substituiu o antigo Tratado de Tordesilhas e estabeleceu parte das fronteiras brasileiras. Para demarcar o território, marcos foram instalados para estabelecer os limites entre terras portuguesas e espanholas. Um deles é o Marco do Jauru, que resiste ao tempo e pode ser visitado no centro do município de Cáceres.

O Tratado de Madri, que completa 270 anos nesta segunda-feira (13.01), foi assinado entre os reis João V, de Portugal, e Fernando VI, da Espanha. Por este tratado, os dois países reconheciam que tinham violado o antigo Tratado de Tordesilhas na América e concordavam que, a partir de então, esse novo tratado iria sobrepor os limites anteriores.

Para definir os locais da divisa das terras entre Portugal e Espanha foram instalados marcos. O que ficou conhecido como Marco do Jauru, foi colocado à margem direita do rio Paraguai, distante cerca de 3 km abaixo da foz do rio Jauru. Ele foi feito em Lisboa, de mármore, com oito peças e trazido desmontado a Mato Grosso. Primeiro ele foi colocado à margem do rio Jauru, em 1754, e por isso recebeu o nome de Marco do Jauru. Em fevereiro de 1883, por determinação do então Tenente-Coronel Antônio Maria Coelho, o marco foi levado para o Largo da Matriz, hoje Praça Barão do Rio Branco, em frente à Catedral de São Luís, no município de Cáceres.

O escritor e historiador João Carlos Vicente Ferreira, no livro Enciclopédia Ilustrada de Mato Grosso, diz que o Marco do Jauru é o único que restou de todos aqueles instalados para dividir as terras entre Portugal e Espanha. Ele descreve também detalhes do monumento. “É de uma pirâmide quadrangular de mármore branco, havendo em cada um de seus lados inscrições em latim designando as terras de domínio português e espanhol, e ainda dados geodésicos de latitude e longitude. Sua validade durou até 1761, ocasião que foi assinado o Tratado de El Pardo”.