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EDUCAÇÃO

Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2021, 12h:01

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VOLTA AS AULAS

Estado vai barrar volta as aulas e já projeta iniciar vacinação em fevereiro

Mato Grosso aguarda liberação do imunizante pelo Governo Federal

Por: WELINGTON SABINO I FOLHAMAX

Reprodução

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O chefe da Secretaria Estadual de Saúde alerta os matogrossenses que o Estado não tem capacidade ilimitada para atender tanta gente ao mesmo tempo.

De volta à ativa após mais de 40 dias afastado para tratamento de saúde, o secretário Gilberto Figueiredo reassumiu o comando da Secretaria Estadual de Saúde (SES) na última segunda-feira (11), num momento em que os casos de Covid-19 e mortes em decorrência da doença estão em alta e a população aguarda com ansiedade o início da vacinação. Ele garante que a Secretaria Estadual de Saúde já tem experiência em logística e distribuição de vacinas e não será diferente com o imunizante da Covid. 

“Já temos praticamente pronto nosso plano de imunização, aguardando apenas a confirmação e definição de algumas datas do Ministério da Saúde. Existe uma previsão que todos os estados venham a receber os primeiros lotes de vacina entre os dias 20 e 25 de fevereiro e daí sim já preparamos uma logística que compreende tanto a transferência terrestre como aérea, principalmente nos municípios mais distantes”, informou o secretário. 

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Atualmente, Mato Grosso já tem confirmados 192.353 casos de Covid-19 e 4.708 mortes por complicações da doença causada pelo novo coronavírus. Os números de novas infecções têm ficado acima de mil casos por dia nas últimas semanas, conforme constam nos boletins divulgados diariamente pela própria Secretaria Estadual de Saúde. 

Figueiredo alerta que dentre os motivos desse aumento, a exemplo do que vem ocorrendo na maior parte do Brasil e diversos outros países, estão o “relaxamento” da população que voltou a realiza e participar de eventos que juntam uma grande quantidade de pessoas no mesmo ambiente ignorando as determinações para manter o isolamento e distanciamento social, bem como outras medidas de biossegurança. “As festas, as eleições, as aglomerações e o comportamento da população automaticamente levaria a um crescimento do número de casos, já estamos ai beirando 2 mil casos ao dia”, comentou o gestor. 

O chefe da Secretaria Estadual de Saúde alerta os matogrossenses que o Estado não tem capacidade ilimitada para atender tanta gente ao mesmo tempo. “Existe limitação, meio que a rede privada já está colapsada, a rede pública, a oferta de leitos mais de 400 leitos de UTI que dispomos no SUS no Estado, já estão com 62% de taxa de ocupação . Em alguns locais já estamos com 100% e nós não temos leitos de UTI em todos os municípios do Estado”, enfatizou Gilberto Figueiredo num claro recado à população para que faça sua parte para evitar o contágio e proliferação do vírus.

 

VOLTA ÀS AULAS 

 

Anteriormente, quando os números de casos da doença estavam numa fase de redução em Mato Grosso, o Governo chegou a confirmar que a volta às aulas ocorreria em fevereiro deste ano de forma híbrida, ou seja, com parte das aulas presencial e outra parte online. Agora, essa situação está sendo reavaliada de forma conjunta por equipes das Secretarias de Saúde e Educação. 

Quando a isso, o Gilberto Figueiredodo explica  o Governo do Estado vai analisar os indicadores, o atual cenário, pois a decisão de retomada das aulas de forma híbrida foi tomada quando o Estado registrava uma curva descendente  da Covid no Estado. “Nós agora estamos tendo um crescimento substancial do número de casos e óbitos e é por isso que nesse momento vou reunir com o governador e o secretário Alan, de Educação, pra que a gente possa reavaliar essa decisão”, explicou o secretário em entrevista ao programa Resumo do Dia. 

Reuniões estão sendo realizadas entre as duas Pastas para avaliação do atual cenário, dos dados e para averiguar a possibilidade de nova decisão no tocante à volta das aulas de forma presencial. “Vou analisar, voltei às atividades ontem, foi muito pouco tempo para que eu pudesse aprofundar nos dados, em que pese em recuperação em casa eu também estava me atualizando quanto a isso, mas existe uma série de condicionantes. Não sei qual é o nível de preparação que está a Secretaria de Educação e as unidades escolares para recepcionar os alunos que teriam que ser de forma presencial, mas isso ou vou até o final da tarde, já ter uma convicção”, colocou o secretário.