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MATO GROSSO

Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020, 07h:13

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BARREIRAS SANITÁRIAS

INDEA fecha barreiras sanitárias na fronteira, e preocupa produtores rurais

Por: Joner Campos I Cáceres Notícias

Várias barreiras sanitárias do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) localizadas na fronteira Brasil/Bolívia começaram a serem fechadas na tarde desta quarta-feira (2).

As barreiras da Corixinha, Corixa e Avião Caído em Cáceres, Fortuna e Las Petas em Porto Esperidião, Ponta do Aterro e Marphil em Vila Bela da Santíssima Trindade estão sendo desativadas.

De acordo com os produtores rurais da região as unidades são muito importantes, pois desempenham uma função de certificação sanitária de origem, e de proteção ao meio ambiente e a saúde de produtores e consumidores.

Outro fator alertado pelos produtores rurais da fronteira é a preservação da sanidade animal na região, os postos são fundamentais para segurança sanitária.

Os postos do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) são também pontos de segurança para os produtores rurais, haja vista que em convênio entre os órgãos e as forças de seguranças são colocados em cada base policiais militares que auxiliam na segurança da região da barreira sanitária.

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Representação da Categoria

 

O Sindicato Rural de Cáceres recebeu com preocupação a notícia do fechamento dos postos de controle do INDEA, órgão de fiscalização, controle e vigilância do Estado para questões sanitárias, assim como a falta da presença do Ministério da Agricultura.

“A fronteira com a Bolívia necessita muito mais que apenas o controle do trânsito de animais. Ambos países possuem legislação distinta e a ausência estadual e federal na região se apresenta como descaso e desconhecimento das dificuldades e problemas que ocorrem na região sudoeste do Estado”, afirmou a Presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Ida Beatriz.

Ainda de acordo com a presidente, existem casos de trânsito de material biológico, sementes, alimentos, defensivos agrícolas, medicamento de uso veterinário que estão fora das pautas da Agência de Vigilância Sanitária Nacional e impacta diretamente no setor Agropecuário e base produtiva da região.

Outro fator preocupante é que as Províncias de San Matias e San Ignácio não estão livres da vacinação de aftosa, que é um status que o Brasil vem caminhando para alcançar.

Outro alerta feito por Ida Beatriz foi a economia da região, “Acredito que o Agronegócio, base da economia do Estado e que durante a pandemia segurou a balança comercial do país, tenha que solicitar ao Executivo Federal e Estadual uma postura que não comprometa o trabalho que vem sendo feito pela classe produtora”.

 

Por outro lado

 

Por meio de nota o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea MT) informou que a defesa sanitária na fronteira do Estado não está sendo prejudicada, pois há quatro equipes volantes com servidores do Indea-MT e policiais responsáveis por esta vigilância no que se refere ao trabalho do Instituto. Além disso, existem as unidades do Indea-MT sediadas nos municípios de fronteira que também atuam na defesa sanitária.

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