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POLÍCIA

Terça-feira, 14 de Maio de 2019, 11h:43

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SUSPEITA DE ENVOLVIMENTO

Motorista de carro forte suspeita de vigilante; PC pede quebra de sigilo telefônico em Cuiabá

Chefe do GCCO diz ter convicção de que a vigilante deu apoio a quadrilha na tentativa de assalto

Por: WELINGTON SABINO - FOLHAMAX

Reprodução

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Então, podem ter sido apagados dados e vão ser extraídos agora com autorização judicial”, revelou Flávio Stringuetta em entrevista à TV Centro América nesta segunda-feira (13).

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), sob o comando do delegado Flávio Henrique Stringuetta, pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico da vigilante do carro forte envolvido no tiroteio dentro do supermercado Atacadão, em Cuiabá, na última sexta-feira (10). Ela rolou no chão com um dos assaltantes e não usou a arma que tinha em mãos.

Com isto, o assaltante foi morto por outro vigilante da empresa Brinks. “Vamos extrair os dados do aparelho celular dela que podem ter sido apagados já que demorou cerca de uma hora entre a ação criminosa e essa mulher dizer que ela era suspeita. Então, podem ter sido apagados dados e vão ser extraídos agora com autorização judicial”, revelou Flávio Stringuetta em entrevista à TV Centro América nesta segunda-feira (13). 

A medida se faz necessária para confirmar ou descartar a possível participação da vigilante na tentativa de assalto que terminou com três criminosos mortos a tiros e gerou pânico, gritaria e muita correria dentro do estabelecimento situado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, região do Coxipó. Conforme o delegado, o motorista do carro foi ouvido.

Segundo o delegado, o motorista disse ter suspeitado da ação da colega de trabalho porque ela não fez qualquer disparo contra os bandidos e ainda mentiu. “Nós ouvimos o motorista dizer que também suspeitou da ação dela porque ela não disparou, teve a chance de disparar contra o criminoso e ela mentiu pra ele ao dizer pra ele que a arma dela tinha falhado, o que não é verdade. Ela não puxou o gatilho em nenhuma vez”, disse Flávio Stringueta que afirmou ter "convicção" de que a segurança está envolvida na tentativa de assalto.

O delegado trabalha com a possibilidade de  envolvimento de pelo menos 10 pessoas no crime e investiga a possível participação de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) com ordens para prática do assalto vindas de dentro de unidades prisionais como a Penitenciária Central do Estado (PCE). A vigilante, cujo nome não foi divulgado, passou à condição de suspeita por causa de áudios que circulam em grupos de WhatsApp acusando-a de ter participação no assalto.

Acompanhada de um advogado, ela foi ouvida pelo delegado Flávio Stringuetta e negou ter envolvimento com os criminosos. 

 

ÁUDIOS NO WHATSAPP 

 

Conforme os áudios divulgados ainda na noite de sexta-feira, a mulher do assaltante Dauan Félix da Silva, um dos mortos na tentativa de assalto, chegou ao local do tiroteio fazendo “escândalo” e gritando que a vigilante teria envolvimento, pois teria passado informações para os assaltantes. Ela foi levada para a delegacia e teria confirmado sua versão de que a vigilante teria envolvimento na tentativa de roubo. “A mulher estava com os caras. Era para explodir o cara da 12 só. Os cara viajou irmão”, diz um dos áudios. Em outra gravação um homem afirma que “a mulher do cara que morreu chegou gritando para os polícia. A mulher vigilante que deu o canal de tudo”, diz. 

A vigilante em questão aparece nos vídeos gravados pelo circuito interno de segurança do Atacadão entrando em luta corporal com um dos assaltantes. Ela estava em pé ao lado de um caixa eletrônico e segurando um malote. 

Num determinado momento um dos bandidos vai até ela e tenta tomar o malote. Por sua vez a vigilante o agarra e ambos caem no chão. Outro vigilante do carro forte chega o lado do ladrão e atira em suas costas à queima-roupas. Ele morre na hora e a vigilante se levanta em seguida. 

Outros dois assaltantes foram baleados dentro de um HB 20 de cor prata no estacionamento do supermercado. Um deles, morreu no veículo enquanto outro foi socorrido, mas morreu a caminho do Pronto-Socorro de Cuiabá. 

Os ladrões mortos no tiroteio foram identificados como Dauan Félix da Silva, Luciaquino Quirino Serra de Paula, de 37 anos e Fábio Aparecido da Costa, de 26 anos.

 

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