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POLITICA

Quinta-feira, 14 de Março de 2019, 12h:53

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EDUCAÇÃO

Câmara Municipal faz audiência pública para tratar do fechamento de salas do EJA

Por: Redação

Joner Campos

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Aleonis Martins da Silva, aluno do Rodrigues Fontes, pediu uma solução para o problema.

Na noite de ontem, 13/03, a Câmara Municipal de Cáceres, por meio da Comissão de Educação, Desporto e Lazer, realizou audiência pública para debater o fechamento de várias turmas de EJA (Educação de Jovens e Adultos) em Cáceres.
Estiveram presentes alunos, diretores do CEJA Milton Marques Curvo e representantes de outras áreas da educação.
A audiência foi presidida pelo vereador Cláudio Henrique (PSDB), e estiveram presentes as vereadoras Valdeníria Dutra (PSDB) e Elza Basto (PSD), além do vereador Rubens Macedo (PTB), Wagner Barone (Podemos) e Cézare Pastorello (Solidariedade).
O vereador Cézare Pastorello fez um importante esclarecimento, dizendo que na Escola Estadual Dr. José Rodrigues Fontes funciona um EJA autônomo, não vinculado ao CEJA Milton Marques Curvo, e que, portanto, não se aplica na norma da SEDUC que fechou várias salas.
O vereador Cláudio Henrique e a vereadora Valdeníria se dispuseram a ir para Cuiabá, na SEDUC, para obter mais informações.

Entenda a medida

A Portaria 605/2018 publicada no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso em Novembro do ano passado determinou, em Parágrafo Único: “A partir de 2019, para não descaracterizar a Proposta e a Política dos Centros de EJA, buscando a melhoria do atendimento e fortalecendo a qualidade do ensino, não haverá composição de Salas Anexas e Espaço Compartilhado nos CEJAs.”

Em Cáceres, a oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA) passaria a ser concentrada na Escola Milton Marques Curvo e no Centro Educacional Onze de Março. Isto obrigaria, por exemplo, os 120 alunos do EJA da Escola Dr. José Rodrigues Fontes, no bairro Cavalhada, a se deslocarem por cerca de 6km até a Milton Marques Curvo (ida e volta). A distância inviabiliza condições estáveis de aprendizado, visto que muitos alunos também trabalham.

 

A audiência

 

Quando convidado a justificar a decisão de fechar as extensões e atividades na escola Dr. José Rodrigues Fontes e dar outras explicações, o representante da Assessoria Pedagógica de Cáceres, preferiu não se manifestar e permaneceu o restante da audiência apenas como ouvinte e observador.

Joner Campos

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De imediato o microfone foi disponibilizado para a população prestar suas preocupações e reivindicações. Aleonis Martins da Silva, aluno do Rodrigues Fontes, pediu uma solução para o problema. Ele citou as longas caminhadas que passaram a ser rotina para alunos que moram longe do centro, muitos dos quais trabalham, e que a decisão afeta mais de 120 pessoas.

O aluno também contestou a necessidade de ir até Cuiabá apenas para falar com o Governo Estadual e explicou a importância do acesso ao programa: “Queremos que um servente de pedreiro também possa ser um advogado, que um pedreiro seja um arquiteto”.

A professora Edileuza Oliveira atribuiu a medida a uma tentativa arbitrária do Governo de cortar despesas, e o vereador Cézare Pastorello observou que o Rodrigues Fontes não possui sala anexa do CEJA, tendo seu próprio EJA, e por isso não deveria ter sido afetado pela portaria, que diz respeito apenas às salas anexas e compartilhadas dos CEJAs. O vereador Rubens Macedo fez coro aos protestos contra a medida e disponibilizou o carro da Câmara Municipal para as viagens até a sede do Governo.

Na pessoa do vereador Claudio Henrique Donatoni, a Comissão de Educação da Câmara afirmou que o Poder Legislativo “não está sendo omisso”, citando os esforços feitos, e sinalizou para a marcação de uma audiência com o Governador Mauro Mendes (DEM) para discutir a medida. Relatou-se, também, a proatividade dos vereadores Rosinei Neves (PV) e Jerônimo Gonçalves (PSB), que assinaram abaixo-assinados junto a alunos.

Joner Campos

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