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POLITICA

Terça-feira, 10 de Setembro de 2019, 19h:27

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AFASTAMENTO E ELEIÇÃO

Em parecer, Raquel Dodge solicita afastamento de Selma e nova eleição em Mato Grosso

Por: Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

Reprodução

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Dodge também pede para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realize novas eleições para a vaga de Senado e rejeite o pedido do ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), terceiro colocado na disputa, de assumir o cargo com o afastamento.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu, em parecer publicado nesta terça-feira (10), o afastamento imediato da senadora Selma Arruda (PSL), que no mês de abril foi cassada pela prática de caixa 2 e abuso de poder econômico pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).

No documento, Dodge também pede para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realize novas eleições para a vaga de Senado e rejeite o pedido do ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), terceiro colocado na disputa, de assumir o cargo com o afastamento.

"O recurso ordinário interposto por Carlos Henrique Baqueta Fávaro, Diretório Estadual do Partido Social Democrático, Geral de Souza Macedo e José Esteves de Lacerda Filho deve ser parcialmente conhecido e, nessa parte, desprovido", diz trecho do parecer.

O parecer também diz que Selma, assim como seus suplentes tiveram uma eleição paralela não contabilizada, muito próximo da campanha oficial. "Nesse contexto, inegável que a conduta descortinada comprometeu a normalidade, a legitimidade e o equilíbrio do pleito, razão pela qual revela-se irretocável a conclusão à qual chegou a Corte Regional".

A senadora está tentando desde que foi cassada por unanimidade pelo TRE em abril, se manter no cargo com um recurso no TSE. O ministro Og Fernades, relator do recurso de Selma irá examinar o pedido de sua defesa e o parecer de Dodge.

Selma Arruda, eleita como a candidata mais votada em 2018, com quase 700 mil votos, foi cassada por unanimidade após pouco mais de dois meses no mandato, pelo TRE. Ela está sendo acusada de omitir da Justiça uma despesa de R$ 1,2 milhão durante a campanha sua, o que configura abuso de poder econômico e caixa 2.